Após uma verdadeira batalha campal no gramado do Mineirão, com jogadores trocando chutes e socos em um groteso espetáculo, Minas Gerais se coloriu de azul e branco neste domingo (8/3). No Gigante da Pampulha, Cruzeiro e Atlético escreveram mais um capítulo de uma rivalidade centenária e as páginas que ficarão para a eternidade mostrarão que a glória, em 2026, é celeste. No clássico, que decidiu o Campeonato Mineiro em jogo único com as duas torcidas nas arquibancadas (o público foi de quase 50 mil pessoas) e ficou marcado por uma pancadaria no fim da partida envolvendo titulares e reservas das duas equipes, a Raposa levou a melhor e venceu o arquirrival por 1 a 0, gol de Kaio Jorge, o artilheiro do torneio, no segundo tempo. A torcida do Cruzeiro gritou “é campeão” do Mineiro pela primeira vez desde 2019. O título tem muitos significados especiais para a Nação Azul – o principal deles, sem dúvida, é quebrar a sequência de seis conquistas do Atlético. Se chegasse ao heptacampeonato, o clube alvinegro alcançaria uma marca inédita na era profissional do futebol em Minas Gerais. O troféu também representa um certo alívio para o técnico Tite, cobrado por boa parte dos cruzeirenses pelo começo de temporada ruim. A taça deve dar mais tranquilidade para o gaúcho, que ainda tem o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Libertadores pela frente. Resta saber se China Azul terá paciência com Tite ou continuará olhando para ele com desconfiança. Por sua vez, o Atlético terá de digerir a derrota para o arquirrival e o vice do Mineiro, que freia a sequência de seis troféus consecutivos e acaba com o sonho do hepta. Apesar de o trabalho do técnico Eduardo Domínguez estar apenas no começo – esta foi a segunda partida do argentino no comando do time –, o Atlético não tem muito tempo para lamentar. Na quarta-feira (10/3), já pega o Internacional na Arena MRV precisando da vitória para deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão. Domínguez, aliás, não pode demorar a conquistar bons resultados, caso contrário sofrerá a mesma pressão de Tite.
Fonte: O Tempo