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A polícia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, recuperou um raro diamante azul avaliado em US$ 20 milhões (cerca de R$ 74 milhões). Ele tinha sido levado da caixa-forte de uma empresa local e contrabandeado para o Sri Lanka dentro de um par de tênis em uma caixa de sapados. A polícia afirmou que um guarda que trabalhava na empresa tirou o diamante da caixa-forte em 25 de maio e a deu a um parente, que a levou para fora do país. Depois de mais de 100 depoimentos e de rever milhares de horas de circuito interno, a polícia conseguiu apontar o suspeito, que foi preso. A polícia não explicou como o diamante foi recuperado e trazido de volta ao país.

 

Fonte: G1

O diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, estimou em cerca de R$ 2 bilhões os valores que terão sido pagos em indenizações até o primeiro semestre de 2019 referentes ao desastre de Mariana, ocorrido em novembro de 2015. Até o momento – dois anos e oito meses da tragédia – foram pagos R$ 1 bilhão deste total. “Até o fim do ano deve concluir o grande volume dessas indenizações. A gente estima que esse total chegue perto de R$ 2 bilhões em todo processo da indenização. Deve chegar até o final do ano a maior parte e, até o meio do ano que vem, a gente deve concluir isso”, disse Waack, nesta quinta-feira (26), em um encontro de prestação de contas do trabalho da fundação. Após a tragédia, a Renova foi criada mediante acordo entre União, estados e Samarco – controlada pela Vale e pela BHP Billiton – para reparar os danos do rompimento da barragem de Fundão. O desastre deixou 19 mortos. Também nesta quinta, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que ainda não há uma definição sobre a data da retomada das operações da Samarco, joint venture entre a empresa e a BHP Billiton. A projeção total de gastos é de R$ 12 bilhões em dez anos, isto é, até 2025, sendo que 40% têm destinação para medidas compensatórias. Do montante, R$ 4 bilhões foram investidos até agora, segundo a fundação. Os recursos são liberados à medida que ações são implantadas e estão sujeitos à alteração. Waack afirmou que as empresas assumiram compromisso de reparação integral e que não há dificuldades no repasse. “Não há nenhuma situação em que houve alguma dificuldade de alocação de recursos por parte das empresas. Todos os programas que foram definidos, as suas necessidades orçamentárias foram plenamente cumpridas”, explicou. Em junho deste ano, a mineradora Vale informou que faria uma provisão adicional de R$ 1,5 bilhão no balanço do segundo trimestre referente a obrigações pelo rompimento da barragem. Durante o encontro, o presidente da Renova também tratou da participação dos atingidos prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Governança, assinado em 25 de junho pelas mineradoras Samarco, Vale, BHP Billiton, ministérios públicos e governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. O termo foi alvo de críticas pelo Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). O novo acordo prevê que os atingidos passem a integrar as estruturas do Comitê Interfederativo (CIF), órgão que orienta e valida ações para reparação dos danos, e a Renova, fundação que atua na gestão dos programas e projetos, e cria câmaras regionais que podem fazer proposições. O TAC está pendente de homologação judicial, que pode ocorrer em 8 de agosto. Conforme a Justiça Federal, uma audiência de conciliação foi marcada para a data, em Belo Horizonte. Waack acredita que a nova composição de participação melhora o processo de deliberações e decisões. “Não há nenhuma situação em que o prazo foi alterado em função dessa nova governança. Eu acredito é que a gente vai acelerar muito a implementação”, disse. A Fundação Renova é mantida pela Samarco, Vale e BHP e tem custo de R$ 100 milhões ao ano, segundo a direção, que destaca que os gastos com manutenção estão fora dos R$ 12 bilhões estimados de investimento. Em junho, uma reunião de prestação de contas já havia sido realizada.

 

Fonte:  G1

 

Quinta, 26 Julho 2018 16:20

Drama de Demi Lovato é epidemia nos EUA

O drama da cantora e atriz Demi Lovato, levada às pressas para o hospital após uma overdose relacionada ao uso de opiáceos, expõe também a gravidade de uma tragédia americana: os opioides, medicamentos prescritos legalmente para aliviar a dor, provocam mais mortes nos EUA do que o câncer. O assunto é tratado como epidemia e levou o presidente Donald Trump a decretar emergência nacional de saúde pública, medida que facilita a liberação de fundos federais aos estados. São 115 mortes diárias por overdose de opioides, número 30% maior em 45 estados, no período entre julho de 2016 e setembro de 2017. E o seu combate traz um complicador, pois mistura no mesmo saco várias classes de dependentes: pacientes que sofrem de dor crônica e viciados em drogas ilícitas. Os derivados de ópio incluem medicamentos para dor, como morfina, oxicodona ou hidrocodona, e também as drogas ilegais, como heroína e fentanil. Dificuldades para obter medicamentos controlados deflagraram uma corrida de usuários à heroína, substância mais barata, para aliviar os sintomas dolorosos da abstinência. O Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas estima que metade dos jovens que injetam heroína já foi também dependente de analgésicos com prescrição médica. A recíproca praticamente se equivale. No livro “Dopesick”, a escritora Beth Macy traça um panorama da epidemia nos EUA e expõe a discrepância no tratamento dado aos usuários de opioides, brancos em sua maioria, encarados com mais simpatia em relação aos viciados em crack. A dependência em opioides afeta dois milhões de americanos, mas, infelizmente, esta cifra só assusta quando atinge celebridades como Demi Lovato.

 

Fonte:  G1

Líderes do grupo conhecido como "Centrão" anunciaram nesta quinta-feira (26) o apoio à pré-candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. Autointitulado "Centro Democrático", o grupo é formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, que agora terão de oficializar o apoio nas convenções partidárias. O apoio do "Centrão" a Alckmin foi anunciado em um evento em Brasília, do qual participaram, além do próprio ex-governador, líderes dos partidos que integram o grupo. As negociações entre a campanha de Alckmin e o "Centrão" se intensficaram nas últimas semanas. Com o apoio do grupo, o tucano terá 14min e 47seg a mais de tempo de TV, contando os programas eleitorais diários e as inserções na programação. O tempo de TV do "Centrão" fez o grupo ser alvo de disputa entre outras candidaturas antes da definição por Alckmin. O primeiro a discursar no evento foi o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP). Ele destacou o "conjunto de forças" em torno da candidatura de Alckmin. "Depois de muitas reuniões, centenas de conversas, principalmente entre nós, os partidos, estamos convencidos de que para tirar o Brasil desse buraco que estamos só com um conjunto de forças como esse, que se junta em torno dessa candidatura", afirmou. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse que Alckmin conquistou a unanimidade dentro da sigla. Ele afirmou que o ex-governador poderá contar com a "militância aguerrida" do partido. "Toda a nossa história [do PP] sempre havia uma divisão muito grande, mas o senhor conseguiu a unanimidade dentro do nosso partido. Quero dizer que o senhor vai contar com um partido que tem história, tem trabalho e com a militância aguerrida, e que com o apoio dos outros partidos, vamos te dar condições para conquistar o país, porque história e competência não lhe faltam", afirmou o senador. Também estiveram presentes no evento o presidente do DEM e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto e o presidente do PRB, Marcos Pereira. Em sua fala no evento, o pré-candidato do PSDB afirmou que o grupo se uniu em torno de sua candidatura por "convicção em um grande esforço conciliatório". "Nós estamos aqui, recebendo o apoio de cinco grandes partidos que têm responsabilidade com o povo brasileiro e com o país", afirmou.

 

Fonte:  G1

 

Durante a Operação Engenho, deflagrada na terça (24) para investigar homicídios tráfico e venda de armas, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas, entre elas um cabo do Exército suspeito de desviar munições de uso restrito da corporação. Os detalhes foram divulgados nesta quinta (26). Durante o cumprimento de um dos 14 mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram dois tipos de munições de uso restrito às Forças Armadas. O homem que mantinha essas munições em casa foi preso, assim como o cabo do Exército que tinha ligação com ele. De acordo com o delegado Francisco Océlio, um dos responsáveis pela operação, as investigações continuam para saber se o militar desviou as munições de uso restrito. “Nosso desafio, agora, é descobrir, por meio da numeração do lote das munições, se elas eram destinadas a algum quartel do Recife”, afirma. Ainda segundo o delegado, não há indícios de que o cabo do Exército tenha ligações com o preso apontado como chefe da quadrilha, mas há com outro líder já preso por comércio ilegal de arma de fogo e munições. O G1 entrou em contato com o Comando Militar do Nordeste para questionar o que acontece com o cabo e aguarda retorno. Ainda de acordo com o delegado, entre os presos estão dois motoristas de aplicativo. “Sabemos que esses motoristas faziam o transporte desses ilícitos sob ordens do tráfico”, diz. Diante das prisões, o delegado também alerta para que os passageiros façam corridas exclusivamente por meio do sistema. “Caso essas corridas sejam feitas por fora, acertando um preço mais em conta, é difícil saber o trajeto feito pelo motorista. Por isso é importante que essas corridas sempre sejam feitas dentro do aplicativo, para garantir a segurança de quem está em viagem”, afirma o delegado.

 

Fonte:  G1

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, rejeitou nesta quarta-feira (11) mais 143 habeas corpus (pedidos de liberdade) para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impetrados por cidadãos. Nesta terça (10), ela já havia rejeitado um dos pedidos desse tipo, em decisão na qual fez críticas ao desembargador Rogério Favreto, que mandou soltar Lula no domingo - a decisão de Favreto foi depois revertida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Segundo Laurita Vaz, "o Poder Judiciário não pode ser utilizado como balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias". Ainda está nas mãos da ministra um pedido da Procuradoria Geral da República para que ela decida de quem é a competência para analisar pedidos de liberdade de Lula - o pleito foi feito após decisões divergentes de desembargadores do TRF-4, e a PGR quer que só o STJ possa analisar habeas corpus ao ex-presidente. De acordo com Laurita Vaz, as petições eram padronizadas e tinham, inclusive, o mesmo título "Ato Popular 9 de julho de 2018 - Em defesa das garantias constitucionais". Foram apresentadas em papel e em curto espaço de tempo, ocupando o trabalho de vários servidores. A assessoria do STJ informou que trata-se de um tipo de formulário com espaço em branco para nome, RG e assinatura – os impetrantes completaram as lacunas e assinaram. Segundo a presidente do STJ, os pedidos eram de pessoas que não integram a defesa técnica de Lula. Ela disse na decisão que Lula está assistido "por renomados advogados, que estão se valendo de todas as garantias e prerrogativas". Para a ministra, todo cidadão tem o direito de peticionar à Justiça, mas ressalvou que o habeas corpus não é o meio adequado para "atos populares". Laurita Vaz também disse que o cumprimento da pena por parte do ex-presidente já foi determinado tanto pelo STJ quanto pelo Supremo Tribunal Federal. "Não merece seguimento o insubsistente pedido de habeas corpus, valendo mencionar que a questão envolvendo a determinação de cumprimento provisório da pena em tela já foi oportunamente decidida por este Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal", disse.

 

Fonte:  G1

Policiais militares ajudaram no parto de uma jovem de 16 anos na manhã desta quarta-feira (11), na Praça da Estação, no Centro de Fortaleza. A equipe de soldados que fazia a patrulha de rotina na área viu a mãe sentido dores e contrações e ajudou a dar à luz. A criança, batizada de Tiago, foi levada a um hospital em seguida e tem bom estado de saúde. Para o soldado Alex Leite, que segurou Tiago logo após o parto, o momento será sempre lembrado. "Foi algo indescritível, eu não sou pai ainda, mas para os meus companheiros que já são a sensação é do nascimento de seu próprio filho", conta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) havia sido acionado para prestar assistência e levar a mãe a uma unidade de saúde, mas a mulher acabou tendo o bebê antes de a equipe chegar. Esse foi o primeiro parto realizado pela a equipe de policiais militares que atua com Alex. O soldado informa que, durante a preparação profissional, eles recebem treinamento de primeiros socorros. Durante o procedimento realizado nesta quarta, os policiais receberam orientações por telefone do Samu. Mãe e bebê foram levados ao Hospital César Cals e passam bem. A equipe espera poder acompanhar o crescimento de Tiago.

 

Fonte:  G1

O caso do acidente em que uma mulher foi atropelada pelo marido sofreu uma reviravolta nesta sexta-feira (6), em Barretos (SP). Segundo o delegado Antônio Alício Simões Júnior, a investigação será tratada como tentativa de feminicídio e deverá ser feita pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). De acordo com o delegado, familiares de Letícia Pierini, de 26 anos, afirmam que ela foi alvo de uma tentativa de assassinato porque havia terminado o relacionamento com o suspeito há alguns dias. “Eu ouvi a mãe dela e ela fala que o marido estava viciado em cocaína e atentou contra a vida dela”, afirma. Letícia ficou gravemente ferida e está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa da cidade, mas já está consciente. Segundo a polícia, o suspeito, Welington dos Santos, de 31 anos, sofreu ferimentos leves e teve alta do hospital. Ele não foi localizado para comentar o assunto. Irmão de Letícia, o operador de máquinas Marcos Rogério da Silva Pierini afirma que a jovem foi atropelada pelo marido quando voltava do trabalho. O caso havia sido registrado pela polícia na quarta-feira (4) como lesão corporal culposa. Ele acredita que Santos tenha jogado o carro dele para cima da moto da irmã. Os dois foram encontrados feridos na estrada vicinal Pedro Vicentini, no bairro Los Angeles, e socorridos. Marcos afirma que Letícia seguia o caminho do trabalho para a casa da mãe, onde passou a morar desde que deixou o marido após uma discussão. “No domingo (1º), ele chegou em casa drogado. Os dois brigaram e ela saiu de casa e veio para a casa da minha mãe. Ele usa cocaína. A gente sempre pedia para ela largar dele e ela dizia que não sabíamos da missa um terço”, diz. De acordo com o operador de máquinas, Santos não aceitava o fim do relacionamento. No dia do acidente, ele enviou uma foto para Letícia com vários pinos de cocaína e afirmou que tentaria se matar, caso ela não voltasse para casa. “Ele disse que ia tirar a vida, mas ela achou que ia ser a vida dele. Ela só não sabia que seria a dela”, afirma. Junto há 11 anos, o casal tem dois filhos, de 4 e 9 anos. Marcos afirma que a irmã trabalha como atendente em uma gráfica para sustentar as crianças, já que o marido não ajudava com as despesas. "Minha irmã trabalha muito para sustentar os filhos porque o dinheiro dele sumia logo depois que ele recebia. Ninguém via para onde ia o dinheiro dele." A família quer que o suspeito seja preso, uma vez que a jovem teme um novo ataque. “Minha irmã não quer ficar sozinha. Ele está solto. Quando os dois brigavam, ele sempre dizia que iria embora para o Mato Grosso. Quem garante que ele não vá agora e fique livre?”, afirma.

 

Fonte:  G1

As fortes chuvas que atingem o Japão já deixaram 38 mortos, quatro feridos graves e 47 desaparecidos, de acordo com balanço divulgado pela Associated Press neste sábado (7). A Agência Meteorológica de Japão (JMA) mantém o alerta máximo para inundações e riscos de deslizamentos de terra nas províncias de Kyoto, Hyogo, Okayama e Gifu. Outras 28 das 47 províncias japonesas estão em alerta e as autoridades já ordenaram a retirada de aproximadamente 4 milhões de pessoas das áreas de risco. A região oeste do país é onde foram registradas as 21 vítimas, entre 40 e 90 anos, segundo os últimos números da polícia e corpos de bombeiros divulgados pela emissora pública "NHK". A maioria dos mortos foi arrastada pelas enchentes dos rios, embora alguns, como uma mulher nonagenária da cidade de Kinnoyama, em Hiroshima, morreu depois que sua casa desabou devido a um deslizamento de terra, segundo a Efe. Além das mortes, outras 47 pessoas estão desaparecidas, principalmente nas províncias de Okayama, Hiroshima e Ehime, onde equipes de resgate ampliaram as buscas. Outras 28 das 47 províncias do Japão estão em alerta e as autoridades ordenaram evacuação de aproximadamente 4 milhões de pessoas. Cerca de 650 membros das forças de segurança participam dos trabalhos de resgate, e outros 21 mil estão preparados para serem deslocados, disse o ministro da Defesa, Itsunori Onodera. A "NHK" transmite ao vivo imagens de localidades inundadas pelos transbordamentos dos rios, casas em encostas montanhosas parcialmente enterradas pela terra e pontes caídas. A agência meteorológica japonesa advertiu que "existe risco de acidentes relacionados com deslizamentos de terra, mesmo que a chuva pare" e pediu que a vigilância seja mantida em áreas montanhosas ou perto de rio.

 

Fonte:  G1

Os pastores evangélicos Alencar Santos Buriti e Osório José Lopes Junior foram presos, na sexta-feira (18), suspeitos de obter R$ 15 milhões aplicando golpes em fiéis de Goianésia, na região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a dupla alegava que havia ganhado um título de R$ 1 bilhão, mas precisava reunir fundos para conseguir recebê-lo. Um terceiro suspeito também foi detido. Em entrevista, o delegado Marco Antônio Maia Júnior, responsável pelas investigações, afirmou que para receber o dinheiro das vítimas, os religiosos prometiam a quem colaborasse, lucros de até 10 vezes do valor aplicado. Ele revelou que moradores chegaram a vender a própria casa para ajudar os pastores, e fazer o investimento. “Eles alegavam, e continuam com esta versão, que ganharam o título bilionário depois de fazer orações para o filho de um fazendeiro rico de Roraima, que teria alcançado a graça desejada. Os pastores afirmavam que precisavam agalhar fundos para montar um escritório de cobrança e receber os recursos”. advogado de defesa dos religiosos, Edemundo Dias, disse por telefone ao G1 que teve acesso ao inquérito na sexta-feira e que ainda está o analisando. Dias afirmou que os clientes colaboraram com as investigações, por meio de depoimentos, e que, do ponto de vista da defesa, não há motivo para eles permanecerem presos. “Estamos examinando o inquérito. Eles alegam que tem um crédito e tem um contrato de confidencialidade. Além disto, afirmam que as pessoas que emprestaram, emprestaram conscientemente, ou seja, eles não enganaram ninguém. Vamos solicitar a revogação da prisão, para que eles respondam em liberdade e possam saldar a dívida com os credores”, disse o advogado. Os pastores Alencar e Osório foram presos no âmbito da Operação Habacuque, deflagrada na manhã de sexta-feira, em Goianésia e Leopoldo de Bulhões, na Região Metropolitana de Goiânia. Além dos líderes religiosos, um fiel, identificado por Adilson Ney Lopes, foi preso suspeito de ajuda-los no esquema. Segundo o delegado, até agora foram identificadas 30 vítimas. Há a suspeita de que o esquema tenha feito vítimas em outros estados da Federação. “Esta foi uma etapa inicial. Depois do caso, já estávamos recebendo informações de vítimas em Uruaçu, outros municípios goianos, e, inclusive, fora do estado. São pessoas que venderam suas próprias casas, fazendas e pequenas propriedades rurais da suas famílias, e entregaram tudo nas mãos dos pastores”, revelou. A mulher do pastor Osório chegou a ser detida, mas foi liberada após ser ouvida pela polícia. Conforme a corporação, o trio vai responder por associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A investigação apontou que os dois pastores ostentavam dinheiro e poder, em Goianésia. Segundo o delegado, o pastor Osório morava em uma casa de luxo na cidade, e chegava a alugar helicóptero para viajar da cidade para outras regiões. A Polícia Civil identificou, por meio da quebra do sigilo bancário, que os religiosos movimentaram R$ 20 milhões no banco. “É uma quantia vultuosa que ainda não conseguimos identificar onde foi parar. Mas eles tinham uma conduta de muita ostentação na cidade. Um deles chegava a ter 5 seguranças dentro de casa. Eles fundaram uma empresa fictícia com capital de R$ 1 bilhão. Enfim, não só criaram uma situação de que tinham muito dinheiro, como mantinham tudo isso com recursos dos fieis”, explicou. A Operação Habacuque, cujo termo vem do nome de um texto bíblico que fala sobre pessoas que lucram às custas do próximo, começou depois que alguns fiéis, preocupados por não terem recebido o dinheiro no tempo prometido, resolveram procurar a delegacia. Segundo o delegado, os golpes foram aplicados entre os anos de 2015 e 2017, mas só no último ano os fiéis começaram a procurar a delegacia. Ele acredita que agora, com a repercussão da prisão dos dois, a polícia deve identificar mais vítimas. “Apenas dois anos depois de terem investido, e sem receber o retorno, ficaram preocupados, porque tinham apostado tudo naquilo na esperança de terem lucros, então vieram procurar a gente e começamos a apurar. Com o andar das investigações e quebra do sigilo, estivemos diante de todo este golpe aplicado aos fiéis”, afirmou.

 

Fonte:  G1

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