Música

Quinta, 26 Julho 2018 16:20

Drama de Demi Lovato é epidemia nos EUA

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O drama da cantora e atriz Demi Lovato, levada às pressas para o hospital após uma overdose relacionada ao uso de opiáceos, expõe também a gravidade de uma tragédia americana: os opioides, medicamentos prescritos legalmente para aliviar a dor, provocam mais mortes nos EUA do que o câncer. O assunto é tratado como epidemia e levou o presidente Donald Trump a decretar emergência nacional de saúde pública, medida que facilita a liberação de fundos federais aos estados. São 115 mortes diárias por overdose de opioides, número 30% maior em 45 estados, no período entre julho de 2016 e setembro de 2017. E o seu combate traz um complicador, pois mistura no mesmo saco várias classes de dependentes: pacientes que sofrem de dor crônica e viciados em drogas ilícitas. Os derivados de ópio incluem medicamentos para dor, como morfina, oxicodona ou hidrocodona, e também as drogas ilegais, como heroína e fentanil. Dificuldades para obter medicamentos controlados deflagraram uma corrida de usuários à heroína, substância mais barata, para aliviar os sintomas dolorosos da abstinência. O Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas estima que metade dos jovens que injetam heroína já foi também dependente de analgésicos com prescrição médica. A recíproca praticamente se equivale. No livro “Dopesick”, a escritora Beth Macy traça um panorama da epidemia nos EUA e expõe a discrepância no tratamento dado aos usuários de opioides, brancos em sua maioria, encarados com mais simpatia em relação aos viciados em crack. A dependência em opioides afeta dois milhões de americanos, mas, infelizmente, esta cifra só assusta quando atinge celebridades como Demi Lovato.

 

Fonte:  G1

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